Loading...

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

panda


Panda Gigante

Seu nome científico é Ailuropoda melanoleuca da ordem dos Carnivora (Carnívoros) e da família Ursidae (Ursos). O panda-gigante é um hóspede muito raro nos zoológicos do mundo. Dos poucos exemplares em exposição, alguns morrem, outros se recusam a acasalar, e os que acasalam não tem muita sorte com a cria, que acaba morrendo.

A fêmea Chi-chi do Zoológico de Londres ficou famosa por se ter recusado a "casar" com o macho An-An, do Zoológico de Moscou. Chi-chi morreu com a "avançada" idade de 15 anos, sem jamais ter sido mãe. Nos zoológicos da China, terra natal dos pandas-gigantes, a reprodução em cativeiro é mais bem-sucedida. Ali vivem algumas dezenas desses animais; ocasionalmente, o governo chinês ofereceu um ou dois exemplares a um chefe do governo do Ocidente.

O panda-gigante é o símbulo da WWF (World Wildlife Fund - Fundo Mundial para a Vida Selvagem), uma das mais ativas e importantes associações protetora dos animais. A escolha não foi apenas motivada pela ameaça de extinção que paira sobre o panda-gigante, mas pela simpatia que esse bicho inspira.

O aspécto de bichinho de pelúcia e o jeito desengonçado de se movimentar fazem do panda-gigante o favorito dos zoológicos.

Panda Gigante
Panda Gigante

O panda-gigante vive em planaltos e vales a altitudes entre 2.500 e 4.000 metros, de clima frio e nublado. As touceiras de bambu oferecem-lhe alimento e proteção. Um inimigo natural do panda-gigante é o cão vermelho, um cão selvagem. Diz uma lenda que, quando perseguido, o panda-gigante cobre os olhos com as patas anteriores, enrola-se como uma bola e, como uma bola, rola por declives.

Panda Gigante
Panda Gigante

O panda-gigante habitava um extenso território do Sudeste Asiático, juntamente com o estegodonte, um animal semelhante ao elefante, o orangutango e o tapir. Há cerca de 100.000 anos dividida também seu território com os mamutes, extintos na última era glacial. Hoje sua área de difusão é bastante restrita.

Panda Gigante
Panda Gigante

O panda-gigante é um animal essencialmente vegetariano. Alimenta-se sobretudo de caules, folhas e brotos de bambu e, na falta destes, de folhas, raízes, tubérculos, frutos e flores de vegetais variados.

Como é um animal de porte razoável (pode pesar mais de 150 kilos), e o valor nutritivo do bambu é relativamente baixo, o panda-gigante precisa comer de 15 a 20 kilos desse vegetal por dia.

Panda Gigante
Panda Gigante

De vez em quando, o panda-gigante come pequenos animais. Uma de suas vítimas é o rato-do-bambu.

Panda Gigante
Panda Gigante

Embora lento e desajeitado em terra, o panda-gigante é um ágil trepador. Para escapar de seus inimigos naturais, procura sempre refúgio nas árvores. Com o cão-vermelho, esse recurso funciona. Mas quando o predador é o leopardo, outro excelente trepador, tem poucas chances de escapar.

Panda Gigante
Panda Gigante

O panda-gigante tem uma espécie de sexto dedo, formado pelo crescimento de um dos ossos da mão. Como esse "dedo'' se opõe aos demais, acaba assumindo a função de polegar, e permite ao animal segurar e manipular com certa destreza as varas de bambu.

O panda-gigante banha-se freqüentemente nas lagoas e riachos de montanha. Bom nadador, às vezes aproveita a oportunidade para revelar outro de seus talentos: o de pescador. Se a fome aperta, não hesita em comer um peixe.

Segundo informações obtidas nos zoológicos chineses, onde ocorreram alguns cruzamentos, o panda-gigante acasala na primavera. No inverno, a fêmea dá à luz um ou dois filhotes, num oco de árvore; os filhotes permanecem com a mãe até os 3 anos.

Panda Gigante
Panda Gigante

O panda-gigante é conhecido por sua disposição para brincar, e pela variedade de movimentos e posições engraçadas, como o hábito de plantar bananeira ou caminhar de cabeça para baixo, apoiado sobre as mãos.

Panda Gigante
Panda Gigante

Ao nascer, o panda-gigante é cego e surdo. Tem apenas 10 centímetros de comprimento e pesa de 100 a 150 gramas.

Panda Gigante
Panda Gigante

Vinte dias depois, pesa 500 gramas. A pelagem é curta, mas já tem coloração da pelagem dos adultos.

Panda Gigante
Panda Gigante

Aos 3 meses, os pêlos tornam-se loongos. O filhote ainda passa quase o dia inteiro dormindo.

Panda Gigante
Panda Gigante

Aos 7 meses, é esperto e brincalhão. Pesa esntre 15 a 20 kilos, e alimenta-se sobretudo de bambu.

Panda Gigante
Panda Gigante

Panda Gigante
Panda Gigante

O panda (Ailuropoda melanoleuca) é um mamífero da família dos ursídeos, endêmico da República Popular da China. O focinho curto lembrando um urso de pelúcia (peluche), a pelagem preta e branca característica e o jeito pacífico e bonachão o tornam um dos animais mais queridos pela humanidade. Extremamente dócil e tímido, dificilmente ataca o homem, a não ser quando extremamente irritado. Da xiong mao, o nome em chinês para o panda, significa grande urso-gato. Pode ser chamado também de huaxiong (urso de faixa), maoxiong (urso felino) ou xiongmao (gato ursino).

Registros históricos de 3000 anos ("O Livro de História e o Livro de Canções", a coleção mais antiga da poesia chinesa), o mencionam sob o nome de pi e pixiu. O nome em latim Ailuropoda melanoleuca quer dizer pé de gato preto e branco. A palavra panda é de origem controversa.

POPULARIDADE

O panda se tornou conhecido pelo Ocidente em 1869, quando um caçador trouxe uma pele ao missionário jesuíta francês Armand David. Em 1936, Ruth Harkness trouxe para os Estados Unidos um filhote de panda, dando início à paixão ocidental pelo animal. De 1936 a 1946, 14 pandas foram retirados da China por estrangeiros. Em 1946, os chineses proibiram esta atividade. A partir de 1957, a China passou a distribuir pandas como um ato de boa-vontade, hábito que mantém até hoje.

CLASSIFICAÇÃO

O panda (Ailuropoda melanoleuca), também conhecido por urso-panda ou panda-gigante, é um mamífero da ordem Carnivora, família Ursidae e nativo da China central. Por muito tempo, junto ao panda-vermelho, foi incluído na família dos procionídeos, a mesma dos guaxinins. Testes genéticos recentes o recolocaram na família dos ursos, sendo seu parente mais próximo, o urso-de-óculos, da América do Sul.

EXISTEM DUAS SUBESPÉCIES DE PANDA

Ailuropoda melanoleuca melanoleuca - encontrada nas regiões montanhosas de Sichuan.
Ailuropoda melanoleuca qinlingensis - encontrada nas Montanhas Qinling em Shaanxi.
A primeira tentativa de classificação, por Armand David, pôs o panda sob o gênero Ursus, chamando-o de Ursus melanoleucus em 1869. Em 1870, Alphonse Milne-Edwards batizou com o nome atual.

Os pandas se separaram do ramo principal dos ursos cerca de 15 a 18 milhões de anos atrás, conforme análise comparativa de DNA. A essa época o Ursavus, ou urso da alvorada, habitava a Europa subtropical. Fósseis mostram que o panda viveu em ambientes e regiões diferentes das que está acostumado atualmente. Registros fósseis também mostram uma segunda espécie, o Ailuropoda minor, que tinha metade do tamanho do panda moderno.

Um trabalho publicado em 2002, mostra, através de estudos de seu genoma, que o panda enfrentou um efeito de gargalo há 43.000 anos. Efeito de gargalo é um evento em que a população de uma espécie é quase dizimada e seus exemplares atuais descendem de um grupo pequeno de sobreviventes.

DISTRIBUIÇÃO

O primeiro registro evolucionário do panda encontra-se entre o final do Plioceno e o começo do Pleistoceno. Fósseis foram encontrados na Myanmar, no Vietnã e na porção oriental do China, alcançando até Beijing ao norte. Hoje em dia só são encontrados no sudoeste da China.

O panda habita as serras de Minshan, Qinling, Qionglai, Liangshan, Daxiangling e Xiaoxiangling. São montanhas cobertas por floresta úmida de coníferas, habitat ideal para a espécie de bambu da qual se alimenta. São consideradas um dos mais ricos ecossistemas de clima temperado do planeta. As alturas em que o panda se distribui variam entre 1.200 e 3.400 m.

APARÊNCIA

Exteriormente, o panda assemelha-se a um urso de coloração contrastante. O panda de Sichuan apresenta a conhecida pelagem preta e branca, enquanto a subespécie de Qingling tem a pelagem em dois tons contrastantes de marrom. As orelhas, o nariz, os pêlos em torno dos olhos, os ombros e os membros são escuros.

A face, o ventre e o lombo são brancos. As orelhas são ovais e eretas. A pata do panda, com cinco dedos, apresenta um "sexto dedo" a maneira de um polegar. Trata-se de uma modificação de um osso sesamóide do pulso. Stephen Jay Gould, escreveu um ensaio sobre isto e chamou de The Panda's Thumb seu livro com ensaios sobre a evolução das espécies e temas afins.

As patas dianteiras são fortes, aptas a escalar, e mais longas e musculosas que as patas traseiras. O rabo do panda tem cerca de 10 a 15 cm. Os olhos são pequenos. Enquanto os demais ursos tem pupilas redondas, as pupilas do panda são como de gatos, o que lhes dá o nome em chinês de urso-gato. Ao nascer, um filhote pesa apenas 90 a 130 g e é quase pelado. Quando adulto pesa entre 70 e 125 kg e chega a medir até 1,90 m de comprimento.

POLÊMICA

O sexto "polegar" do panda alimentou, através do livro Of Pandas and People, a polêmica entre os defensores do neocriacionismo, que acreditam que um planejamento inteligente rege a evolução das espécies, e os defensores do evolucionismo tradicional. Os neocriacionistas pregam que Deus, chamado de agente inteligente, está por detrás do processo evolutivo. Os evolucionistas chamam isso de pseudociência, uma vez que o neocriacionismo não atende os princípios básicos para ser considerado ciência.

DIETA

Apesar de pertencer à ordem dos Carnívoros, o panda é um animal herbívoro, alimentando-se quase que exclusivamente de cerca de 30 espécies de bambu (99% de sua dieta). Sabe-se que o panda também utiliza insectos e ovos como fonte de proteína. É possível predar também roedores e filhotes de cervos-almiscarados. Seu sistema digestivo não é plenamente adaptado a quebrar as moléculas de celulose, contidas no bambu. Isto leva ao panda consumir cerca de 40 kg de bambu por até 14 horas. Seus dentes e mandíbulas são extremamente fortes, adaptados para triturar os colmos do bambu.

Ainda que o bambu seja rico em água (40% de seu peso, chegando a 90% no caso de brotos), o panda bebe frequentemente água de riachos ou neve derretida.

Em cativeiro sua dieta consiste em bambu, cana-de-açúcar, mingau de arroz, biscoito especial rico em fibras, cenoura, maçã e batata-doce.

REPRODUÇÃO

A época de reprodução dá-se na Primavera, quando os machos competem pela fêmea fértil. A gestação é em média de 135 dias. Normalmente nascem um ou dois filhotes. Devido à natureza frágil e delicada dos ursinhos, a mãe-panda opta por criar um único filhote. O filhote rejeitado é abandonado à morte. O desmame dá-se com um ano de idade, mas o panda já é capaz de ingerir o bambu em pequenas quantidades desde os seis meses. O intervalo entre as ninhadas é de dois anos ou mais.

Somente 10% dos pandas em cativeiro conseguem cruzar naturalmente. Apenas 30% das fêmeas engravidam. Mais de 60% dos pandas cativos não demonstram qualquer desejo sexual.

A expectativa de vida de um panda é de 12 anos. Em 2005, Basi, uma ursa panda chinesa, comemorou 25 anos de idade, que se comparam a 100 anos humanos. No mesmo ano, o panda criado em cativeiro mais velho do mundo, uma fêmea chamada Meimei, morreu aos 36, equivalentes a 108 anos humanos, no jardim zoológico da cidade de Guilin.

STATUS DE CONSERVAÇÃO

A baixa taxa de natalidade, a alta taxa de mortalidade infantil e a destruição de seu ambiente natural colocam o panda sob ameaça de extinção. A caça não representa problemas devido às rígidas leis chinesas. Em 1995, um fazendeiro foi sentenciado a prisão perpétua por ter atirado em um panda. No ano seguinte, dois homens foram condenados a morte após serem presos portando peles de panda e macaco-dourado. A partir de 1997 passou-se a punir os infratores com uma pena de 20 anos de prisão.

Armadilhas para cervos-almiscarados e ursos-pretos muitas vezes acabam ferindo pandas.

O número de pandas selvagens na China está estimado em 1.596. Em 2000 contavam-se 1.114 exemplares, espalhados por territórios que têm uma superfície total de 23.000 km² nas províncias de Sichuan, Gansu e Shaanxi. Existem 183 pandas-gigantes em cativeiro na China, 100 dos quais, estão em um centro especializado em Sichuan. Outros 20 espécimes se encontram distribuídos pelos principais zoológicos do mundo.

Fonte: pt.wikipedia.org

PANDA GIGANTE

Panda Gigante
Panda Gigante

O panda gigante é uma das espécies mais ameaçadas do planeta, existindo apenas cerca de 1000 indivíduos na natureza. Devido à sua raridade, tem simbolizado os esforços de conservação das espécies em perigo de extinção.

É provável que já tenha visto um panda gigante de peluche na montra de uma loja de brinquedos. É também provável que já os tenha visto na televisão. O que não é provável é que já tenha olhado para um exemplar desta espécie, mesmo num jardim zoológico. É que restam apenas cerca de 1000 pandas gigantes na natureza e são muitos poucos os zoológicos que os possuem.

Os pandas gigantes são animais inconfundíveis, pelo seu padrão de pelagem, pela sua timidez e passividade. Pertencem à família Ursídea e o seu nome científico Ailuropoda melanoleuca significa "gato preto e branco". Também a designação chinesa faz alusão ao felídeo, pois "Da Xiong Mao" significa "grande gato urso".

Evidências fósseis demonstram que os pandas terão aparecido no final do Pliocénico, há dois ou três milhões de anos. Neste período eles encontravam-se amplamente distribuídos no leste asiático. No entanto, a sua distribuição sofreu uma contracção devida a alterações climáticas e estes animais tornaram-se relativamente raros. É possível que tenha sido esta a causa para que tenham começado a ser considerados seres especiais, criaturas quase divinas, possuidoras de poderes sobrenaturais, capazes de proteger de desastres, prevenir de doenças e exorcisar espíritos malignos. Talvez por este motivo eles tenham sido mantidos em cativeiro, como animais de estimação nos jardins dos imperadores chineses e permanecido praticamente desconhecidos fora do misterioso império chinês, até ao final do séc XIX.

Panda Gigante
Panda Gigante

Mas já nesta altura a situação da espécie começava a ser crítica. Adaptados às florestas frias e húmidas onde crescem as diversas espécies de bambu de que preferencialmente se alimentam, eles foram empurrados para as montanhas à medida que ocupação humana reclamava terras para a agricultura e pastorícia, madeira para combustível e espaço para infraestruturas, tal como continua a acontecer A usurpação da floresta pelo Homem tornou o seu habitat demasiado pequeno. Em onze anos, de 1973 a 1984, o habitat adequado para a espécie sofreu uma regressão de 50%. Actualmente eles estão restringidos a seis domínios isolados de montanha, em três províncias ao longo do limite sudeste da China.

Embora a destruição do habitat natural dos pandas seja, actualmente, a maior ameaça à sua sobrevivência, o isolamento das suas populações acarreta ainda outros problemas. Em intervalos regulares (de 30 a 80 anos, dependendo das espécies), as plantas de bambu florescem e morrem de seguida. Embora regenerem a partir de semente dentro de um ano, podem decorrer 20 anos até que as plantas consigam suportar novamente uma população de pandas gigantes. Quando o bambu numa área floresce, os pandas têm de se mover para outras áreas onde tal fenómeno não esteja a decorrer.

Panda Gigante
Panda Gigante

Historicamente, isto seria relativamente fácil, mas a fragmentação do habitat tem impedido que os animais se desloquem em busca de alimento quando a escassez de bambu se aproxima, o que tem levado a que muitos indivíduos morram literalmente à fome. Uma vez que 99% da sua alimentação consiste em folhas e ramos de bambu e este alimento não é muito calórico e proteico, eles necessitam de passar 10 a 12 horas por dia a alimentar-se e consumir 10 a 18 kg de material vegetal diariamente, o que implica a necessidade de uma elevada disponibilidade alimentar para que uma população subsista.

Estas migrações seriam igualmente fundamentais como promotoras dos cruzamentos entre populações distintas. Em ilhas de floresta compromete-se a renovação do património genético e o vigor das populações. Este é um problema extremamente sério, já que se calcula que o número mínimo de pandas para evitar os perigos potenciais da elevada consaguinidade seja de 500 indivíduos por população e se estima que a espécie sobreviva, actualmente, em apenas 35 populações isoladas, a maioria das quais com menos de 20 indivíduos.

Para além da destruição de habitat favorável, os pandas gigantes encontram uma outra ameaça preocupante - as crias são muitas vezes capturadas para fornecer jardins zoológicos e os adultos são mortos para comercialização das suas peles, utilizadas para fazer casacos e cobertores detentores de poderes especiais, como a predição do futuro e o afastamento de fantasmas. Apesar de existir pena de morte como condenação pela captura de pandas, esta não desencoraja a actividade, já que a compensação financeira pela pele e couro é maior do que um camponês consegue ganhar durante uma vida inteira, uma vez que as peles valem fortunas nalguns mercados asiáticos.

Panda Gigante
Panda Gigante

Outro dos problemas que interfere na conservação da espécie prende-se com a baixa taxa de renovação das populações, que não lhes permite recuperar rapidamente da caça ilegal e de outras causas de mortalidade. Embora cada fêmea possa dar à luz duas crias de dois em dois anos, normalmente apenas uma sobrevive. As crias apresentam, ainda, uma elevada taxa de mortalidade pois, com excepção dos marsupiais (como o cangurú), os bebés panda são os mamíferos recém-nascidos mais pequenos. Nascem cegos e pesam menos do que uma maçã, o que os torna bastante vulneráveis.

Muito pouco se sabia desta espécie até 1940, quando os cientistas chineses começaram a fazer observações na natureza. Os esforços de protecção iniciaram-se em 1957 e as primeiras quatro reservas foram estabelecidas em 1963. Actualmente existem 13 reservas, com uma área total de 5 827 km2 . Têm sido empreendidos esforços no sentido de aumentar estas áreas e criar novas reservas, com corredores ecológicos, mas as adversidades encontradas têm sido muitas.

Estão já a decorrer diversos programas de conservação, alguns recorrendo à reprodução em cativeiro, como forma de assegurar a sobrevivência da espécie. Contudo, esta tarefa tem-se mostrado extremamente difícil, em grande parte devido ao desconhecimento da biologia reprodutora destes animais. Apesar de existirem jardins zoológicos com sucesso neste tipo de técnica, ele ainda não é suficientemente significativo para manter a população, mesmo em cativeiro. Por todos estes motivos, é patente, pelas estimativas populacionais, que a espécie se extinguirá dentro de poucos anos, a menos que sejam intensificadas as medidas de protecção do seu habitat.

Fonte: www.naturlink.pt

PANDA GIGANTE

Panda Gigante
Panda Gigante

O adorável e carismático Panda é um dos animais mais famosos do mundo. Infelizmente, é também um dos mais ameaçados de extinção.

Encontrado somente na China, um dos países mais populosos do mundo, o Panda Gigante tenta sobreviver, uma vez que a fragmentação do seu habitat e a caça são suas maiores ameaças. Estima-se, atualmente, que exista apenas 1.600 Pandas selvagens.

Panda Gigante
Panda Gigante

HABITAT

No passado, os Pandas eram encontrados no sul e leste da China, e na região de Burma e Vietnã. Hoje estão confinados em florestas temperadas ao longo de seis montanhas no sudoeste da China, nas províncias de Sichuan, Gansu, e Shaanxi ao longo das extremidades do Platô do Tibet. Essas florestas constituem uma das áreas temperadas mais ricas do mundo, biologicamente falando.

A maior parte dos vales, são inabitados por pessoas, portanto, muitas populações de Pandas estão isoladas em uma faixa estreita de regiões ricas em bambú. Mesmo assim, o habitat do Panda continua desaparecendo.

Panda Gigante
Panda Gigante

DIETA

Os Pandas, sendo da família dos Ursos, possuem o sistema digestivo de um carnívoro. Mas ao longo do tempo, eles se adaptaram a uma dieta vegetariana e alimentam-se quase que exclusivamente de Bambú. Passam até 14 horas por dia se alimentando, parando somente para dormir ou para percorrer curtas distâncias. Sendo assim, a sobrevivência dos Pandas está diretamente associada ao acesso constante a áreas onde exista florestas de bambú. Quando os bambús de uma determinada área morrem, os Pandas dessa área podem morrer de fome.

COMPORTAMENTO

Os Pandas são animais tímidos que vivem em áreas remotas, e dessa forma são difíceis de serem estudados em seu habitat. Eles são animais solitários e passam a maior parte do dia comendo, descansando e procurando comida. Diferente dos outros ursos, os pandas não hibernam.

Ambos os sexos chegam a maturidade sexual por volta dos 5 anos e meio a 6 anos e meio de idade. Uma fêmea pode se acasalar com vários machos, que competem entre si para acasalar-se com ela. A época de acasalamento se dá na primavera, entre Março e Maio; machos e fêmeas ficam juntos, no máximo, de duas a quatro horas por dia. A gestação leva de 97 a 163 dias, onde nasce normalmente apenas um filhote. A média de reprodução dos pandas é de um filhote a cada dois anos.

Os filhotes de Panda são dependentes de sua mãe nos primeiros meses de suas vidas e estão totalmente desmamados aos oito ou nove meses. A maioria dos Pandas deixam suas mães geralmente aos 18 meses, quando elas ficam prenhas novamente. A média de vida dos Pandas é de 10 a 15 anos em seu habitat selvagem, e até 30 anos em cativeiro.

POPULAÇÃO E AMEAÇAS

De acordo com o último senso dos Pandas, realizado em 2004, existe cerca de 1.600 Pandas Gigantes ocupando uma área de 14.000 milhas quadradas de habitat espalhados ao longo de 6 montanhas no Sudoeste da China.

A perda e fragmentação do habitat são a maiores ameaças para o Panda Gigante. A perda do habitat se deve ao explosivo crescimento populacional e do uso insustentável dos recursos naturais em áreas de sobrevivência dos Pandas - grandes áreas de florestas naturais tem sido desmatadas para a agricultura e exploração de madeira.

Ao longo das regiões de sobrevivência dos Pandas, o habitat está fragmentado em lugares isolados, e como os Pandas não podem migrar entre esses blocos de habitats, eles tem menor flexibilidade para encontrar novas áreas de alimentação. Pequenas populações isoladas correm um grande risco de se acasalarem com membros da mesma família, o que resulta em uma menor resistência a doenças, menor adaptabilidade a mudanças ambientais e problemas reprodutivos.

Ainda existem alguns caçadores de Pandas. Mesmo os níveis de caça sendo muito baixo, podem trazer graves consequências para uma espécie tão ameaçada como o Panda. A caça de Pandas na China é um negócio de risco, pois, caçadores e traficantes de Pandas recebem pena de morte ou anos de prisão, por esses crimes.



Panda Gigante

ESPÉCIES

Panda, nome comum que se aplica a duas espécies: o Panda-Pequeno, também chamado de Panda-Vermelho, e o Urso-Panda-Gigante.

PANDA-PEQUENO

É de tamanho semelhante a de um gato grande. Tem a pelagem castanho-avermelhada ornamentada de preto e branco, com a parte frontal das orelhas, as faces e o focinho brancos. A cauda é longa e peluda, e exibe um desenho de listras vermelhas e amarelas. Habita os bosques de bambu do oeste da China e do Himalaia.

URSO-PANDA-GIGANTE

Descoberto a pouco tempo, em 1869, nas florestas de bambu do Tibet e da China ocidental. É um animal grande, muito parecido com um urso, tem até 1,80 m de altura e pesa de 75 a 160 kg.

Alimenta-se de brotos de bambu. Tem uma pelagem longa, branca, densa e de aspecto lanoso; as patas, os ombros, as orelhas e a área dos olhos são negras. Habita os bosques frios de bambu do centro da China.

Uma modificação curiosa do urso-panda-gigante, Ailuropoda melanoleuca, é o alongamento de um dos ossos da pata dianteira, o sesamóideo radial, que forma uma espécie de polegar, com o qual o animal é capaz de agarrar e manipular com precisão os brotos de bambu que constituem sua principal dieta.

É uma espécie considerada ameaçada. Existem pouquíssimos exemplares vivos na natureza e os esforços realizados até agora para que ele se reproduza em cativeiro não têm tido muito êxito.

Veterinários da Base de Pesquisa sobre Panda Gigante de Chengdu, na China, alimentam bebês panda com aproximadamente 40 dias de vida. A China tenta assegurar que seu animal símbolo não seja simplesmente um residente de zoológicos, e demarcou um terreno de quase 14 mil km² para esses animais viverem livres.

PANDA-PEQUENO E URSO-PANDA-GIGANTE

Embora sejam geralmente incluídos na família dos raccoons, alguns zoólogos acreditam que as duas espécies de panda não são aparentadas e que o panda-gigante pertence de fato à família dos ursos.

CLASSIFICAÇÃO CIENTÍFICA

O Panda-Vermelho recebe o nome científico de Ailurus fulgens.
O Urso-Panda-Gigante é Ailuropoda melanoleuca.

Fonte: www.webciencia.com

PANDA GIGANTE

Panda Gigante
Panda Gigante

O panda gigante é um dos animais selvagens mais admirados e adorados em todo o mundo, sendo por esse motivo escolhido como símbolo do WWF ( World Wildlife Fund ), que se dedica à protecção de espécies ameaçadas. De facto, o panda gigante está verdadeiramente ameaçado, embora a sua situação já tivesse sido bastante mais dramática.

Os pandas gigantes vivem em alguns dos territórios mais altos e inóspitos das montanhas chinesas, junto ao território tibetano, o que, por um lado, tem dificultado a feitura de um levantamento efectivo de quantos animais sobrevivem em liberdade, mas por outro, tem a vantagem de ir protegendo alguns destes animais dos caçadores furtivos.

Os pandas foram capturados até há alguns anos atrás, uns para serem usados em circos e espectáculos, outros apenas para serem mostrados como troféus de caça, e outros ainda para alimentação humana. Esta sangria, conjuntamente com a dificuldade de sobrevivência da maior parte das crias, levou a que este animal quase fosse extinto. Por outro lado, a necessidade das comunidades locais em aproveitar terrenos férteis para agricultura fez desaparecer algumas florestas de bambu, de que estes animais se alimentam quase exclusivamente, e que têm um crescimento muito lento, diminuindo assim consideravelmente o território disponível para a alimentação da espécie.

Como o bambu é um alimento nutricionalmente muito pobre, os pandas têm de passar grande parte da sua vida a comer, não podendo, por esse motivo, gastar muitas energias. O seu corpo, adaptado a este regime, funciona de forma muito lenta e compassada, pelo que o panda é um animal muito fácil de caçar, tanto mais que, ao contrário de outros ursos, não é violento nem agressivo.

Sabemos hoje que existem ainda algumas comunidades de pandas a viver em liberdade e as autoridades chinesas tudo têm feito para proteger e monitorizar estes animais. Por outro lado, alguns académicos chineses criaram há alguns anos parques protegidos e um programa de apoio às crias recém nascidas, por forma a diminuir a elevada mortalidade que é natural verificar-se nas crias destes animais. Se no princípio os resultados eram desanimadores, e poucos animais sobreviviam, a experiência acumulada e a dedicação exclusiva de alguns biólogos e veterinários a este projecto, fez com que, nos dias de hoje, quase todas as crias sobrevivam. O número de animais recenseados tem vindo a aumentar aos poucos, abrindo uma janela de esperança para o futuro.

As mães pandas fazem, no máximo, uma gravidez por ano, que dura cerca de 9 meses. Nascem um ou dois pequenos pandas com pouca mais de 10 cm e que na maior parte dos casos pesam entre 80 e 90 gramas, sendo portanto muito frágeis para as condições em que vivem.

Os pandas medem, em adultos, cerca de 1,55 m, pesam cerca de 150 kg e podem viver 25 anos, embora haja registo de um animal desta espécie que viveu em cativeiro na China até aos 35 anos.

Fonte: bicharada.net

PANDA GIGANTE

Panda Gigante
Panda Gigante

O PANDA GIGANTE – AILUROPODA MELANOLEUCA

Um panda gigante se refresca sobre grandes cubos de gelo no zoológico de Xi’an, cidade capital da província de Shaanxi, ao noroeste da China, na terça-feira 9 de julho de 2002.
O panda gigante, também conhecido como “bamboo bear” (urso do bambu) por sua dieta extremamente especializada, é muito sensível a mudanças em seu habitat.

ÁREA DE DISTRIBUIÇÃO E HABITAT

Os ursos panda já viveram em uma grande área da China, assim como no norte de Burma e no Vietnã. No entanto, as mudanças no clima, e acima de tudo, o intenso crescimento populacional humano os obrigou a sair da maioria dessas áreas. Hoje, os ursos panda remanescentes consistem em apenas seis populações, que vivem no sudoeste da China. Partes dessas regiões montanhosas, que são isoladas umas das outras, hoje se tornaram reservas naturais – mas quase metade dos pandas vive fora dessas zonas protegidas.

Apesar das encostas montanhosas com clima suave e subtropical serem o habitat preferido do panda, ele também vive em regiões de alta montanha, em altitudes de até 4.000 metros.

APARÊNCIA, ALTURA E PESO

O urso panda possui cara branca e redonda característica, com orelhas pretas e manchas pretas ao redor dos olhos. Seus membros e ombros também são pretos. As fêmeas pesam uns 80 quilos, e os machos entre 85 e 125 quilos e medem até 1,80m de altura.

DIETA

Os pandas gigantes não comem quase nada além de folhas e brotos de bambu. Para ficarem saciados deste alimento, que é pobre em nutrientes, eles precisam comer cerca de 30 quilos diariamente. Isso significa que eles precisam comer cerca de 16 horas por dia, se alimentando ocasionalmente de bulbos de plantas, raízes, ovos e pequenos mamíferos.

Sua extrema dependência do bambu como fonte quase exclusiva de alimento faz com que o urso panda seja muito vulnerável. Como resultado, muitos ursos acabam morrendo se as plantas da área em que vivem murcham depois de uma floração em massa – um fenômeno que ocorre em intervalos de 20 a 40 anos. No passado, os ursos panda podiam recorrer a outros tipos de bambu em áreas mais baixas. Mas atualmente, estas áreas diminuíram drasticamente devido ao desmatamento.

ESTILO DE VIDA

Os ursos panda tendem a ser solitários e passam a maior parte do dia comendo. Eles costumam dormir em cavernas ou no alto das árvores. Apesar de serem ativos durante todo o ano, seus movimentos são lentos por causa de sua dieta de vegetais, pobre em nutrientes.

COMPORTAMENTO SOCIAL E REPRODUÇÃO

A fêmea do urso panda torna-se capaz de reproduzir aos três ou quatro anos de idade. Durante o período de reprodução, que vai de abril a maio, machos e fêmeas deixam rastros de odores nas pedras e nas árvores. Às vezes, diversos machos competem por uma fêmea. Para serem percebidos, os ursos urram durante a época do acasalamento.

A cada dois ou três anos, a fêmea dá a luz um ou dois filhotes, pequenos como “hamsters”, depois de um período de gestação de três a seis meses. Os filhotes pesam de 75 a 150 gramas, e precisam de calor e atenção constantes. Apenas um deles costuma sobreviver. O filhote se torna independente e vive sozinho a partir dos 18 meses. Os pandas gigantes têm taxas baixas de reprodução, já que muitos ursos jovens acabam morrendo por razões ainda desconhecidas.

CARACTERÍSTICAS ESPECIAIS

O panda tem um osso no pulso, ampliado e flexível, chamado osso sesamóide, que permite que ele agarre os galhos do bambu. Seu primo, o panda vermelho, também tem esse “falso polegar”. Por isso, alguns cientistas consideram que o panda gigante pertence à família dos guaxinins, ou o classificam em uma família própria, os Ailuridae.

SITUAÇÃO

O panda gigante é o símbolo das espécies ameaçadas. Apenas populações muito pequenas ainda sobrevivem no sudoeste da China. Apesar das medidas de proteção consolidadas, os ursos panda estão ameaçados de extinção devido à destruição de seu habitat. Em junho de 2004, o número de pandas na natureza era estimado em um total de 1.600 indivíduos.


Nenhum comentário:

Postar um comentário